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Sexta, 22 Fevereiro 2019 17:24

Por que o dente permanente não nasce?

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Por que o dente permanente não nasce?

Por volta dos 6 anos de idade, começa o processo de troca de dentes de leite (também chamados decíduos) por dentes permanentes. Esse processo pode ser dividido em duas partes:

A primeira, quando os dentes de leite da frente, os incisivos, são trocados. Nesse período os primeiros dentes permanentes posteriores,os molares, nascem. Estes últimos dentes não têm um predecessor de leite, ou seja, não há uma “troca de dentes”.

A segunda, que é a troca dos dentes de leite posteriores (chamados molares decíduos) e caninos de leite por pré-molares e caninos permanentes.

Entre esses períodos, há um intervalo dos 8 anos aos 10 anos de idade, onde não ocorre a troca de dentes, mas ocorrem várias alterações na posição dos recém-irrupcionados dentes anteriores. Nessa fase, chamada de fase do patinho feio, podem surgir espaços entre os dentes da frente, mas não se preocupe, é normal e esperado.

Dentes decíduos têm uma importância fundamental para o desenvolvimento da futura dentição de seu filho. O momento do início da troca de dentes é também um momento interessante para a primeira visita ao ortodontista.

Porém, existe uma variedade de problemas que podem levar a atrasos ou até mesmo a não-irrupção dos dentes permanentes. Na postagem de hoje, vamos abordar alguns dos problemas mais comuns.

Por que o dente de leite não cai?

Sua criança está trocando de dentes, mas um desses dentes de leites insiste em ficar retido, sem sequer amolecer um pouco. Muitas vezes o dente correspondente do lado oposto já esfoliou (caiu), mas o tempo passa e o dente do lado de cá continua firme. Isso pode ser devido à uma variedade de problemas e o ortodontista e a odontopediatra são profissionais essenciais no acompanhamento e intervenção desse problema.

O dente permanente ao nascer, reabsorve a raiz do dente de leite. Esse processo faz com que a raiz do dente de leite comece a diminuir e ele acabe esfoliando, abrindo espaço para o dente permanente que vêm em seguida.

As causas para a retenção prolongada de um dente de leite podem ser:

O dente de leite sofreu um anquilose, uma “fusão” da raiz do dente com o osso em que ele está inserido. Com isso, o dente não amolece e é muito comum observar que ele está até mesmo mais baixo que os dentes próximos. Isso acontece porque essa fusão segura o dente naquela posição, impedindo sua irrupção normal. Nesses casos pode ser necessária a extração do dente anquilosado para permitir a irrupção do dente permanente. Existem várias causas para essa anquilose, traumatismo dentário é uma das mais comuns.

O dente permanente que deveria nascer não se desenvolveu. Esse problema chamado agenesia(ou ausência congênita) é bastante comum e na maior parte das vezes atinge o último dente de cada grupo (incisivos laterais, segundos pré-molares, sisos). Sua causa é na maior parte das vezes genética, ou seja, não há muito a ser feito para sua prevenção. Com a falta do dente permanente para substituir o dente de leite, frequentemente este não esfolia, podendo ficar lá por anos. Uma avaliação com o ortodontista por volta dos 6 anos e uma radiografia podem diagnosticar esse problema.

O dente permanente está nascendo de maneira alterada, muitas vezes em uma posição anormal. Com isso, não há a reabsorção da raiz do dente de leite, que não esfolia no tempo normal. Novamente, o ortodontista e odontopediatra podem ajudar a diagnosticar esse problema.

Retenção prolongada do dente decíduo ou permanente. O dente permanente está aparentemente bem nos exames, porém o dente de leite não esfolia. Não temos como saber as verdadeiras causas desse problema, mas a extração do dente de leite no momento ideal pode resolver de maneira espontânea essa situação.

O dente de leite caiu, mas o dente permanente não nasce.

Se há a esfoliação do dente decíduo, mas não houve a irrupção do permanente, uma série de problemas podem estar envolvidos. É importante que haja o acompanhamento do ortodontista no período de troca. Uma intervenção feita no momento certo pode evitar um tratamento complexo futuramente.

As possíveis causas para que o dente permanente não nasça após a troca do dente de leite são:

O dente permanente não se desenvolveu. Novamente, a agenesia que mencionei acima. É muito importante que haja o acompanhamento de um ortodontista nesses casos, pois a extração indevida de um dente de leite sem uma avaliação radiográfica pode levar a problemas ortodônticos. Sem um dente permanente para preencher o espaço deixado pelo decíduo, dentes vizinhos podem se movimentar na direção do espaço vago. Isso pode resultar em problemas de alinhamento dos dentes permanentes futuramente e a necessidade de um tratamento ortodôntico mais complexo. Intervenções simples podem ajudar a minimizar o problema.

Falta de espaço para o dente permanente. A falta de espaço para o dente permanente é um problema bem frequente. Pode ser devido a dentes muito volumosos para o tipo de osso da criança, perdas dentárias como a citada acima ou uma grande variedade de situações. O tratamento é na maior parte das vezes conduzido pelo ortodontista e pode ou não envolver extrações.

Perda precoce do dente de leite. O dente de leite também funciona como um “guia” para o dente permanente. Durante o processo de reabsorção da raiz do dente decíduo, o dente permanente vai também irrompendo em direção a gengiva. Se o dente decíduo é perdido muito cedo, osso é formado no lugar onde ele estava e o permanente pode ter dificuldades em irromper. Muita atenção a lesões de cárie e trauma em dentes decíduos que podem resultar nesse problema.

Algum processo patológico. Cistos, tumores, alterações ósseas ou gengivais podem interferir na irrupção dos dentes. Esses problemas são relativamente mais raros, porém ainda existem. Através de exames de imagens como radiografias e tomografias esses problemas podem ser diagnosticados e encaminhados para que um cirurgião faça o tratamento da lesão. Com a remoção do problema, muitas vezes a irrupção ocorre normalmente.

A gengiva está muito grossa, impedindo que o dente permanente nasça. Esse processo é chamado fibrose, nele, a gengiva adquire a característica de um tecido parecido com o de uma cicatriz, mais grosso. O dente permanente pode ter dificuldades em irromper nesses casos. Um periodontista ou odontopediatra podem remover o tecido fibroso e geralmente o dente retido nasce espontaneamente.

Problemas na irrupção do dente permanente. Por uma série de motivos, o dente permanente não nasce, mesmo estando tudo aparentemente ok. Isso pode ser devido a uma anquilose, um defeito no seu mecanismo de irrupção, alterações na direção de irrupção, ou até mesmo problemas que simplesmente não conseguimos diagnosticar. Nesses casos pode-se tentar “puxar” o dente com dispositivos ortodônticos (tracionamento ortodôntico). Mas o sucesso desse tipo de tratamento é imprevisível e em casos de insucesso, a extração dele e substituição futura por um implante podem se fazer necessários.

Problemas de desenvolvimento dos dentes de leite e permanentes são frequentes e podem ter causas variadas. O acompanhamento do ortodontista nesse período delicado é essencial para evitar problemas no futuro. Quando o dente permanente não nasce, podem haver alterações no desenvolvimento das arcadas da criança, o que pode

interferir na estética e auto-estima. A resolução desses problemas pode ser relativamente simples e sem grandes consequências se houver o acompanhamento por parte de um ortodontista capacitado.

Eu acho que a prevenção de problemas ortodônticos é a parte mais importante de nossa profissão e infelizmente, é negligenciada muitas vezes. Usando muito mais nosso conhecimento do que aparelhos ortodônticos, podemos ajudar o paciente de maneira mais significativa, e está aí a parte mais bonita da ortodontia. Muitas vezes o paciente não precisa necessariamente de ortodontia (tratamento), mas sim de um ortodontista (conhecimento).

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