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Terça, 10 Dezembro 2019 12:44

Candidíase Oral em bebês: causas, sintomas e tratamento

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Candidíase Oral em bebês: causas, sintomas e tratamento

A boca de todas as pessoas abriga milhares de organismos, alguns deles bons e outros ruins. Para a maioria dos indivíduos, um sistema imunológico saudável mantém os microorganismos prejudiciais à distância. No entanto, um fungo que pode facilmente tomar conta da cavidade bucal é a Candida albicans, mais conhecida como sapinho, explica a Mayo Clinic. Esse crescimento excessivo de fungos na boca de um bebê é uma condição comum que as mães e seus recém-nascidos enfrentam às vezes.

Causas da candidíase oral em bebês

Os bebês podem desenvolver candidíase oral por diversas razões, mas principalmente porque seu sistema imunológico não está totalmente desenvolvido e não pode combater certos organismos.

As mães que tiveram uma infecção vaginal fúngica durante a gravidez ou no parto podem transmitir a infecção para o bebê na forma de candidíase oral. Além disso, a candidíase se desenvolve na levedura encontrada no leite materno, infectando os mamilos e os ductos lactíferos da mãe, podendo resultar em candidíase oral no bebê.

Quando antibióticos são prescritos a um bebê doente, a medicação pode afetar o equilíbrio dos microrganismos bons e ruins, proporcionando condições ideais para o desenvolvimento da candidíase oral. A candidíase pode ser passada para a mãe durante a amamentação. A infecção cruzada pode ocorrer se a mãe tiver tomado antibióticos durante a gravidez ou na época do parto. O uso de corticosteróides ou contraceptivos orais também pode criar um cenário propício para a candidíase.

O uso de chupetas pode aumentar o risco de candidíase oral em bebês, assim como a ingestão desproporcional de doces e produtos lácteos pela mãe que está amamentando. Lactantes anêmicas ou diabéticas correm maior risco de contrair uma infecção fúngica que pode resultar em candidíase oral para o bebê.

Sinais de candidíase oral

Lesões brancas de aspecto cremoso no interior da boca do bebê e problemas para sugar ou mamar, juntamente com irritabilidade e agitação, são sinais de candidíase oral no lactente. Alguns bebês não conseguem mamar, porque a boca escorrega da mama, ou fazem um barulho como um estalo quando tentam sugá-la. Uma assadura que não desaparece com as pomadas comumente recomendadas também pode ser um sintoma de candidíase, assim como o gás devido ao excesso de levedura no trato gastrointestinal do bebê, afirma o site Mother & Child Health.

Uma mãe infectada com candidíase pode repentinamente notar dor, rachadura, coceira ou ardência nos mamilos, de acordo com a organização La Leche League International. Dores cortantes intensas nas mamas também são um sintoma.

Tratamento para a candidíase oral

Como a candidíase pode ser passada facilmente da mãe que amamenta para o bebê, e vice-versa, qualquer sinal de candidíase na boca do bebê ou nos seios da mãe deve ser examinado e tratado por um médico imediatamente. Os dois devem ser tratados ao mesmo tempo para prevenir qualquer reinfecção, como afirma o site Mother & Child Health. Geralmente, o tratamento continua por uma a duas semanas depois que todos os sintomas desaparecem, e a amamentação não precisa ser interrompida, já que a maioria dos tratamentos é compatível com ela.

Se houver envolvimento dos ductos lactíferos da mãe, uma medicação oral será necessária para atingir essas áreas. Outras soluções disponíveis podem ser recomendadas pelo médico.

Prevenindo a reinfecção

Além de tratar a mãe e o bebê ao mesmo tempo, os seguintes protocolos de higiene podem reduzir as chances de uma infecção por candidíase recorrente:

- Ferver chupetas e brinquedos que o bebê coloca na boca durante 20 minutos todos os dias.

Substituir chupetas e mamadeiras depois de uma semana.

Ferver as peças do extrator de leite que entram em contato com o leite materno durante 20 minutos todos os dias durante o tratamento e jogar fora os absorventes para seios úmidos.

Para eliminar o fungo das roupas, lave com água sanitária ou uma xícara de vinagre.

Lave as mãos com frequência, principalmente após as trocas de fralda, mas não com sabonete antibacteriano, que pode matar as bactérias boas.

Seque as mãos com papel toalha e descarte-o após cada uso.

Evite lenços umedecidos se o bebê tiver assaduras. Em vez disso, use um pano com água e aplique uma solução de vinagre.

Deixe o bebê sem fralda sempre que possível. Fraldas de pano são preferíveis às descartáveis.

Embora a candidíase oral em bebês seja comum, pode causar algum desconforto. Mas se você seguir um regime rigoroso de higiene e entrar em contato com o médico ao primeiro indício de candidíase, a amamentação ainda pode ser uma experiência de união agradável para a mãe e o bebê.

Fonte: Colgate

Última modificação em Sexta, 13 Dezembro 2019 18:55

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